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COLÉGIO DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA

              Pertence ao grupo de colégios da Rua da Sofia. A sua fundação em 1543 deveu-se a D. João III, que o destinou à Ordem dos Eremitas Calçados de Santo Agostinho, mais conhecidos por Gracianos.

             Após a extinção das Ordens Religiosas, em 1834, a igreja foi entregue à Irmandade do Senhor dos Passos da Graça e a parte Colegial ao Exército que a ocupou até à presente data.

             A zona habitacional de alojamento do Colégio mantém ainda na estrutura dos dois andares superiores, o conjunto alternado de janelas grandes e pequenas. As grandes

correspondiam às salas de estudo e as pequenas às alcovas.

             A fachada da igreja fica ligeiramente retraída da rua, estando construída sobre um patamar a que dá acesso uma escada encaixada de oito degraus. Desenhada e projectada por Diogo de Castilho, é muito simples, nela sobressaindo o portal de linhas clássicas (porta rectangular ladeada por duas colunas dóricas, com entablamento e legenda no friso).

             Encima o portal um nicho com uma escultura do séc. XVI, da Virgem com o Menino. O nicho é ladeado por quatro anjos, dois quais sustentam uma coroa.

             Ladeando a porta, existem duas janelas, também rectangulares. Sobre o nicho, na parte média da fachada, abre-se outra janela, similar às anteriores. Completa-a um frontão triangular onde está um brasão com o escudo régio.

            O interior da igreja é de uma só nave, com capelas laterais do final do séc. XVII comunicantes por arcos que possuem retábulos de talha dourada da época barroca.

            A cobertura da abóbada é feita em quartelas de pedra calcária.

            A capela-mor está dotada de um magnífico retábulo maneirista de madeira da primeira metade do séc. XVII, com armação em talha dourada, a enquadrar seis painéis alusivos à vida da Virgem, da autoria do pintor Baltazar Gomes Figueira, pai de Josefa de Óbidos. No corpo inferior do retábulo existem dois nichos com imagens de Nossa Senhora da Graça e Santo Agostinho.

             De referir ainda, o revestimento das paredes em azulejos policromados tipo padrão do séc. XVII e o conjunto de pedras tumulares brasonadas que se encontram nas capelas laterais.

            A sacristia, obra do final do séc. XVII, foi feita pelo empreiteiro de Ançã, Manuel Gonçalves Gavião. Contém um retábulo de pedra representando a entrega da casula a Santo Ildefonso, pela Virgem Maria. Dela se passa à sala do capitulo, do mesmo tipo arquitectónico.

           No coro-alto existe um cadeiral de madeira de castanho, com dois lanços de bancos, da primeira metade do séc. XVII.

           O claustro é muito simples, sendo apenas o piso térreo da época de construção de Diogo Castilho. As arcadas têm capitéis de cálice liso, havendo apenas quatro com pequenas volutas de ângulo.

           O claustro superior, realizado no séc. XVII, possui grandes janelas de linhas austeras.

Fonte : Junta de Freguesia de Santa Cruz

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